quarta-feira, 17 de junho de 2015

As Festas Juninas – por Davi de Sousa


CONSIDERAÇÕES SOBRE A “FESTA DE SÃO JOÃO”

Originalmente o calendário religioso utilizado pela Igreja era uma adaptação dos calendários grego e romano, e portanto foi bastante influenciado por importantes eventos pagãos.

1. AS FESTIVIDADES RELIGIOSAS
A partir da Idade Média, o calendário romano foi definitivamente adotado (“cristianizado”) passando a ser utilizado por toda igreja ocidental, quando foram incluídos a celebração das festas dos “santos” e dos “mártires”. Daí surgiu o atual “calendário dos santos da Igreja católica” (a Igreja Católica dedica aproximadamente 42 dias no ano a um(a) santo(a)). Vários grupos protestantes eliminaram completamente o calendário religioso, celebrando apenas alguns eventos que consideram importantes (ex: Natal).

2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS
Santo: No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “KADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”.

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” (1 Pedro 2.9)

Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).

“…segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. (Romanos 8.27) 
“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. (Efésios 4.11,12)

Canonização: Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.
De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.
A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo. 

“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. (1 Timóteo 2.5) 
“…o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. (Romanos 8.34) 

3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA
Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?
- Sl 115.4-7; 1 Co 8.4 – A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
- Êx 20.3-5; Is 42.8 – O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém. 
- Ez 14.3,4 – Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.
- Dt 18.9-12; Is 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.
OBS: a definição da Enciclopédia Britânica (BARSA) para FESTA RELIGIOSA é: Um dia consagrado à memória ou à comemoração de um evento histórico religioso.
- Dt 32.17; Sl 106.36; 1 Co 10.20,28 – Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.
Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá x Senhora Aparecida.
- Xangô x São Jerônimo.
- Oxossi x São Sebastião.
- Iorí x Cosme e Damião.

4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”
Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na Bretanha (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!
Ainda hoje o dia 24 de junho é largamente celebrado na Escandinávia, na Alemanha e na Finlândia com fogueiras pagãs. A história relata que até o século passado os camponeses da Finlândia praticavam encantamentos mágicos durante o solstício de verão, a fim de obterem maior fertilidade nos animais.
No Brasil as “festas juninas” são realizadas em todo o país no mês de junho (daí o nome “juninas”, e culminam no Dia de São João). O principal momento da festa é a quadrilha, em que vários casais vestidos de caipira encenam uma cerimônia de casamento (que normalmente não acontece).
CONCLUSÃO: 
1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) – Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27
2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER – 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11
3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM – Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6
4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL – 1 Co 10.23-33; Pv 6.28
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Fonte: www.orvalho.com


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bênção ou Maldição?




“Eis que, hoje, Eu ponho diante de vos a bênção e a maldição” (Dt. 11.26 RA)
Se hoje o Senhor lhe fizesse essa pergunta, qual seria a sua resposta? É claro que todos nós ansiamos pela bênção e por tudo o que está implícito nela, contudo, para os que estão despercebidos, essa declaração que o Senhor ordenou a Moisés que fizesse ao povo, pode parecer um tanto fora de propósito, principalmente quando temos a certeza de que Deus é amor, graça, misericórdia e tudo mais de bom... Então porque ela foi feita aquele povo e também a nós?

Esta proposta esta diretamente ligada à liberdade que todos nós recebemos do Senhor. Pode parecer estranho, porém, todos nós temos a liberdade de escolhermos se queremos servir ao Senhor ou não; se desejamos a bênção ou a maldição.

Se você é daqueles que deseja a bênção e não a maldição, eu gostaria de te convidar a sair do desejo e entrar na ação, ação que envolve vontade rendida a Vontade soberana de Deus, e isso é um tremendo desafio.

Abrir mão da nossa vontade para fazer a Vontade de Deus não é nada fácil! Somos desafiados a deixar a perfeita Vontade de Deus o tempo todo. O nosso inimigo, satanás, sabe muito bem que mesmo desejando a bênção nós não a teremos a menos que estejamos debaixo da Vontade de Deus, e por isso ele lança situações que amarram nossas vidas e nos impedem de sermos dirigidos pelo Senhor.

Exemplos dessas amarras espirituais são a culpa; a falta de perdão; a mágoa e o rancor; o medo; o materialismo; etc. São como âncoras que prendem nossas vidas, impedindo-nos de navegar no oceano do Espírito e de desfrutar de tudo que o Senhor tem preparado para os que o amam.

Então, se vc escolhe a bênção e não a maldição, solte logo essas amarras, se desprenda dessas âncoras e deixe o Senhor te conduzir a terra que “mana leite e mel”, esse é o nosso lugar.

Que Deus o abençoe nesse desafio!



Pr. Wellington Spínola